Passar para o conteúdo principal

Ciclo de debates

Faculdade de Letras da Universidade do Porto | 2026-04-23 - 2026-05-28

Ciclo de debates

A classe trabalhadora vai ao cinema

Sessões:
23 de abril - Bulakna (Leonor Noivo), sala 306, às 17:45 
30 de abril - Land and Freedom (Ken Loach), sala 306, às 17:45 
14 de maio - UNION (Stephen Maing e Brett Story), Anfiteatro Nobre, às 17:45 
28 de maio - Eles não usam black tie (Leon Hirszman), Anfiteatro Nobre, às 17:45 

Descrição do evento:
De que modo é possível refletir sobre a composição e as transformações da classe
trabalhadora no mundo contemporâneo? A emigração filipina no sudeste asiático com suas nuances do trabalho da reprodução social, operários voluntários em milícias antifascistas, as lutas sindicais dos estafetas da Amazon, uma greve operária na indústria brasileira, ou a vida cotidiana dos subalternos na Itália do pós-guerra são o nosso ponto de partida. 

 

Pretendemos, a par das possibilidades sempre em aberto,  uma melhor compreensão das contradições e antagonismos entre o capital e o trabalho: a violência do Estado neoliberal, as suas estratégias de dominação dos subalternos e as novas formas de organização política e sindical dos trabalhadores. 

 

O ciclo de debates A classe trabalhadora vai ao cinema parte de uma vontade comum para criar espaços de encontro na vida académica e estudantil ou a possibilidade de interromper o cotidiano — a arte de sabotar a existência social real tal como nos é apresentada, dizia Walter Benjamin. Essa arte é reencontrada numa tradição historicamente exaurida, filmada entre fascismo e antifascismo, resistência direta e infrapolítica, dominação do capital e autogestão. Assim, partimos para a (re)descoberta de velhas e novas práticas de resistência e dominação nos espaços de trabalho ou do cotidiano. Portanto, A classe trabalhadora vai ao cinema para criar espaços de esperança para ação política e reflexiva (uma ciência social que pretende incomodar e tornar visíveis a vida das pessoas mais invisibilizadas em nossas sociedades), momentos de troca e construção de conhecimentos no meio universitário, a partir da discussão das vivências e formas de exploração dos subalternos.

 


Organização

Esta atividade foi organizada por Jorge Corsi e Duarte Viana, no âmbito dos projetos de investigação: Neoliberalismo e desvalorização do trabalho. Vivências laborais de trabalhadores da restauração do Porto, com financiamento da Fundação para Ciência e Tecnologia e acolhimento do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (ISUP), referência: 2024.01640.BD; e Antifascistas portugueses nas Brigadas Internacionais (1936-1939), projeto de dissertação do mestrado em História Contemporânea.

 

ciclodebates